Trono do Ego



Das incongruências e dos ensinamentos distorcidos, absorvidos ao acaso, nasce nossa essência.

O que deveria ser uma alma guiada pela gentileza e pelo amor transforma-se em um caos incendiário, girando dentro de um turbilhão de certezas.

Certezas aprisionadas na frágil barreira de carne, água e sangue.

Alimentadas pelo mais alto trono do ego.

E do trono, disparam-se golpes contra as vozes.

Vozes que, suaves e coesas, constantes e gentis, tentam expor a dor do ataque injusto, sem nunca terem merecido tal ferida.

Mesmo que suas verdades estejam enraizadas na realidade, como sementes lançadas à terra, nuvens negras se adensam sobre o trono e obscurecem a clareza dos fatos.

E nesses ataques, as vozes se esvaem.

Perdem sua energia vital.

Exaustas, desejam apenas ajoelhar-se e deitar sobre os últimos vestígios de grama verde que ainda resistem ali.

Perto do trono do Ego.


Moreno.





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